08
out
11

A revolução tecnológica e a Internet

Ao longo da história, grandes revoluções mudaram os rumos da humanidade, e a forma como enxergamos o mundo. Segundo o dicionário aurélio, uma revolução é “uma transformação radical de estrutura política, econômica e social, dos conceitos artísticos ou científicos, etc.”.

Atualmente, vivemos uma grande revolução tecnológica.  Pessoas estão conectadas a Internet em todo o mundo, seja para trabalhar, se divertir, estudar, e até praticar crimes. Computadores, Notebooks, Smartphones e Tablets, possibilitando o acesso a noticias, videos, músicas, livros… Tudo isso, já faz parte de nossas vidas.

A Internet realmente trouxe diversos benefícios para a humanidade. Reduziu distâncias, dissolveu fronteiras e integrou mais as pessoas. Mas será que ela trouxe apenas benefícios? Será que devemos todos abraçar essas mudanças radicais em nossa forma de viver, sem antes refletir sobre suas conseqüências, a curto e a longo prazo?

Devemos sim utilizar o progresso científico em pró de melhorias na vida das pessoas. Mas devemos também nos questionar, e não cair na arrogância de acharmos que as melhores coisas do mundo são as coisas novas e modernas. Assim como devemos conhecer novas tecnologias, devemos também cultivar velhos hábitos, como por exemplo o hábito da leitura. Hoje, muitos jovens mergulham nesse mundo da Internet, sem se preocupar em ler um livro ou um jornal, de vem em quando.

Tenhamos cuidados com essa revolução. Afinal, nem toda mudança é boa. E nem tudo que é novo é bom.

14
jul
11

Uma marca na história

Acredito que qualquer pessoa já refletiu algum dia sobre o legado que poderá deixar para outras gerações. Afinal, como podemos deixar nossa marca no mundo? A história engrandece as pessoas, boas ou ruins, pela grandiosidade e importância de seus atos. E é animador imaginar que, no futuro, pessoas conversem sobre você, ou lembrem daquilo que você fez.

Uma idéia interessante e viável é a de “escrevermos” literalmente nossos nomes na história. Sim, por que não escrever um livro? A primeira vista, pode até parecer uma tarefa complexa, minuciosa, cansativa. E acredito que provavelmente o seja. Mas imagine só, quantas pessoas escreveram para sempre seu nome na história, utilizando apenas tinta e papel?

Pense naquele autor que você mais admira. Imagine-se no lugar dele, sentindo orgulho de si mesmo por ter escrito aquela obra que você mais gostou. Reflita, tudo aquilo que ele criou e desenvolveu, saiu da mente dele. Escrever é o ato de representar idéias no papel. E todos nós temos infinitas idéias, a todo momento.

E como alguém já disse alguma vez, não existe livros bons ou ruins. Existem leitores bons e leitores ruins. Não pense em escrever apenas para ganhar dinheiro, ou para que milhões de pessoas lêem seus livros em todo mundo. Nem atreva-se a supor que todos gostarão do que você escreveu.Pense na melhor coisa que você pode dizer, a melhor mensagem que você pode passar, ao menor e menos importante dos leitores. O importante, é que sua mensagem seja passada. E sua marca esteja nela, eternizada pelo papel e tinta.

10
abr
10

Os universos imaginários

É realmente incrível imaginarmos qual seria o limite da mente humana. Dentro de cada um de nós existe um gigantesco mundo, complexo e único. Além disso, todos nós também temos a capacidade de criar infinitos mundos, com infinitas formas e regras. O melhor exemplo disso está no Escritor, que basicamente tem como profissão criar um mundo no papel, através das palavras. Mundos muitas vezes bem mais atraentes que a nossa realidade, chata e cruel.

E o que é a Ficção senão a arte de criar, modificar e demonstrar mundos/realidades diferentes? E quem nunca mergulhou de cabeça num desses mundos, repletos de ação, aventura, romance ou comédia, seja em um livro, um filme, uma peça ou até mesmo na própria imaginação? Nunca paramos para pensar que tudo aquilo, toda aquela imensidão, saiu da cabeça de uma pessoa como nós, sem nenhuma habilidade especial ou poder divino. O milagre da criação.

Aprecio muitos desses mundos, como aprecio aqueles que  os criam. Um bom exemplo é o de um escritor Inglês chamado C.S.Lewis, que ficou muitíssimo famoso  por escrever uma série de livros chamada “As Crônicas de Nárnia”, onde ele cria e detalha com uma maestria maravilhosa um outro mundo, habitado  por seres fantásticos, cheios de aventuras, tesouros e personagens cativantes. Também podemos citar o também inglês J.R.R.Tolkien, que foi muito mais além em sua principal obra, “O Senhor dos Anéis”, criando um mundo tão complexo que possui centenas de mapas, registros históricos, e criou até mesmo diversos idiomas falados por seus personagens.

E o que seria de nós, seres humanos, sem essa maravilhosa capacidade que nos foi presenteada, que é a de sonhar? Acredito que é principalmente isso que nos difere de todo resto. A capacidade de criar, imaginar, filosofar e sonhar. E você, tem exercitado sua imaginação ultimamente?

20
fev
10

Titanic – Desastre Previsto?

Ele não foi responsável apenas pela maior bilheteria da história do cinema mundial, ou simplesmente inspirou o filme que mais ganhou Oscars na história da Academia. Um dos maiores navios já construídos, o Titanic ficou marcado também pela maior tragédia naval da história, contabilizando 1.523 mortos. O seu naufrágio ocorreu em sua viagem inaugural, na madrugada de 15 de Abril de 1912, 2 horas e 40 minutos após ter se chocado com um Iceberg no Oceano Atlântico. O trajeto previsto do navio levaria sua tripulação da cidade de Southampton, na Inglaterra, até Nova York, nos EUA. Na época o navio ficou também conhecido por ser declarado “Inafundável”.

Mas o que a maioria das pessoas não sabem é que no ano de 1898, pouco mais de uma década antes da catástrofe do Titanic, um escritor norte-americano chamado Morgan Robertson publicou o romance “Futilidade”, onde o autor conta a história da viagem inaugural de um transatlântico chamado “Titan”, e como o navio chocou-se com um Iceberg em uma noite de Abril, enquanto seguia para Nova York. O Titan também possuía o apelido de “Inafundável”. E um fato interessante é que as especificações técnicas dos dois navios eram muitíssimo próximas: No livro, haviam 3.000 passageiros, enquanto que no Titanic, 2.207; No livro, haviam 24 botes salva-vidas, enquanto que no Titanic, 20 botes.

Se analisarmos os fatos, considerando que esse livros foi escrito 14 anos antes do naufrágio do Titanic, e que o navio fictício possui profundas semelhanças com o navio real, podemos deduzir que Morgan Robertson preveu de alguma forma o desastre, ou que simplesmente ocorreu uma enorme coincidência. O interessante sobre o ilustre escritor é que, pouco antes de sua morte, em 1914, publicou um outro romance chamado “Além do Espectro”, onde ele descreve uma guerra entre os EUA e o Japão. Nesse livro,  os japoneses não declaram guerra antes de realizarem um ataque ao Havaí. As semelhanças são enormes entre o ataque descrito no livro, e o histórico ataque das forças imperiais Japonesas a base Americana de Pearl Harbor (Localizada também no Havaí), realizado na manhã de 7 de Dezembro de 1941.

Teria sido previsto o naufrágio do Titanic? Outra curiosidade bem notável na história desse grande desastre foi que em Abril de 1935,  um navio cargueiro chamado “Titanian” transportava carvão da Inglaterra para o Canadá. Na ocasião, o marinheiro William Reeves encontrava-se como vigia, quando percebeu que o navio passava exatamente pelo mesmo local de naufrágio do Titanic, e teve um pressentimento. Estando excepcionalmente atento, o marinheiro conseguiu avisar a tripulação bem a tempo de evitar a colisão com um grande iceberg que se encontrava a frente do Navio, encoberto pela névoa. Mas ainda falta a maior coincidência de todas: O marinheiro William Reeves nasceu no dia 15 de Abril de 1912. Data familiar?

19
fev
10

O Nazismo e a Ciência

Qualquer pessoa que conheça um pouco de História sabe que o Nazismo e suas consequências foram alguns dos maiores males que a humanidade já enfrentou. Esse regime ditatorial, em que um indivíduo reserva para si praticamente todo poder de decisão de uma nação (Semelhante  ao “Absolutismo”) convencendo o povo a aderir a um determinado ideal distorcido por conveniência, ficou conhecido principalmente na Segunda Guerra Mundial, quando Adolf Hitler levou a Alemanha a travar uma verdadeira guerra mundial, motivada pelo sentimento de revanche após a derrota e as duras punições na Primeira Guerra Mundial.

Existiram outros ditadores simpatizantes a essa forma de governo, como o italiano Benito Mussolini. Mas é no Nazismo alemão que encontramos algo peculiar e interessante: A relação direta com a ciência. Hitler financiou e estimulou pesquisas científicas ao longo de todo período de Guerra, principalmente no que diz respeito a pesquisas com cobaias humanas, sendo essas seus prisioneiros de guerra, Judeus, Homossexuais e todos tipo de pessoa considerada inimiga pelo regime. Eram experiências extremamente brutais e desumanas, e que na grande maioria das vezes culminavam na morte da cobaia. Um bom exemplo foram as experiências que tinham como objetivo estudar a reação do corpo humano diante do frio extremo, quando os cientistas colocavam suas cobaias na água gélida, e ficavam a observa-las e ponderar até que elas morressem por Hipotermia.

Outro resultado dessas pesquisas e experiências alemães foram o desenvolvimento de diversas armas químicas. Fritz Haber, por exemplo, ganhador do Nobel de Química, foi responsável por uma descoberta que não só permitiu à Alemanha prolongar a Primeira Guerra, mas hoje nos permite produzir alimento para 6 bilhões de pessoas: a técnica de fixação da amônia a partir do nitrogênio do ar serviu tanto à criação de explosivos quanto ao desenvolvimento de fertilizantes baratos. As armas biológicas em si tiveram sua estréia na Segunda Guerra Mundial, com um saldo de 10 mil mortos e 5 mil feridos.

A comunidade científica vem debatendo com bastante vigor uma questão muito polêmica: Seria ético estudar e utilizar as pesquisas realizadas pelos cientistas Nazistas com o propósito de salvar vidas? Pois afinal experiências com cobaias humanas e com relatórios tão bem formulados não poderiam ser obtidos de nenhuma outra forma. Por outro lado, como se sentiram as famílias e descendentes dos povos e grupos que foram massacrados pelo Regime Nazista e suas vertentes? Essa é uma questão delicadíssima, e que precisa ser estudada e analisada cuidadosamente. E você, qual é a sua opinião?

17
fev
10

Lincoln e Kennedy – A maior coincidência da História

Abraham Lincoln é considerado um verdadeiro herói americano. Foi o 16° presidente dos Estados Unidos da América, governando entre 1861 e 1865 durante a Guerra Civil Americana (Guerra da Secessão), e é reconhecido pelo povo americano como o homem que conseguiu manter o país unido mesmo estando em guerra. Na verdade, o próprio Lincoln foi a causa da guerra entre os Estados Ianques (Do Norte) e os Estados Sulistas (Do Sul). Os Sulistas não aceitaram sua eleição porque ele era contra a escravidão, que predominava na maioria dos Estados do Sul. No dia 1 de Abril de 1865, terminava a Guerra da Secessão, com a vitória de Lincoln e os Estados do Norte. No dia 14 de Abril de 1865, Lincoln seria assassinado.

Jhon Fitzgerald Kennedy também é um das mais respeitadas personalidades . Foi o 35° presidente dos Estados Unidos da América, governando entre 1961 e 1963. Sua família era de descendência Irlandesa e católica, e ele havia se formado no curso de Relações Internacionais na Universidade de Harvard, em 1940. Serviu na Marinha durante a Segunda Guerra Mundial, sendo inclusive ferido em uma Batalha. Kennedy também é conhecido como o presidente que propôs o desafio de se chegar a lua, sendo assim um dos principais pioneiros na “Corrida Espacial“. Foi assassinado no dia 22 de Novembro de 1963.

Mas a grande e estranha verdade é que esses dois grandes homens protagonizam algumas das maiores coincidências da História com uma série de analogias.Veja abaixo as misteriosas relações entre as vidas de um e de outro:

Lincoln foi eleito para o Congresso Americano em 1846.
Kennedy foi eleito para o Congresso Americano em 1946.

Lincoln foi eleito presidente dos EUA em 1860.
Kennedy foi eleito presidente dos EUA em 1960.

Ambas as suas esposas perderam crianças enquanto habitavam a Casa Branca.

Ambos os presidentes foram assassinados em uma Sexta-Feira, com tiros na cabeça.

O secretário de Lincoln chamava-se Kennedy.
O secretário de Kennedy chamava-se Lincoln

Ambos foram assassinados por Sulistas

Lincoln foi sucedido por um Sulista chamado Johnson.
Kennedy foi sucedido por um Sulista chamado Johnson.

Andrew Johnson, que sucedeu Lincoln, nasceu em 1808.
Lyndon Johnson, que sucedeu Kennedy, nasceu em 1908.

Jhon Wilkes Booth, que assassinou Lincoln, nasceu em 1839.
Lee Harvey Oswald, que assassinou Kennedy, nasceu em 1939.

Lincoln foi assassinado em um teatro chamado “Ford”.
Kennedy foi assassinado em um carro chamado “Lincoln”, fabricado pela “Ford”.

Lincoln foi assassinado em um teatro, e seu assassino correu para um armazém para se esconder.
Kennedy foi assassinado de um armazém, e seu assassino correu para um teatro para se esconder.

Uma semana antes de morrer, Lincoln esteve em Monroe, no Estado de Maryland.
Uma semana antes de morrer, Kennedy esteve com a atriz Marilyn Monroe.

Enfim, todas essas relações são perfeitamente datadas e comprovadas históricamente. Se quiser, pode conferir em um livro ou perguntar ao seu professor de História. Muitos acreditam que exista uma espécie de Teoria da Conspiração que estaria ligando todas essas formidáveis relações. Mas a grande verdade é que, sendo uma conspiração ou uma coincidência, são relações históricas muitíssimo interessantes e curiosas.

16
fev
10

Julho de 1518 – A “Praga da Dança” no Carnaval

Aproveitando que estamos em pleno Carnaval, devo contar aqui um caso histórico e misterioso relacionado a essa festa, ocorrido há muito tempo na França: Trata-se da “Praga da Dança”, fato que muitos acreditavam não passar de uma simples lenda, mas que recentemente adquiriu força com bases históricas comprovadas pelo historiador Jhon Waller, que inclusive lançou recentemente um livro sobre o assunto.

O grande mistério teve inicio em Julho de 1518, em uma cidade francesa chamada Alsácia. Uma mulher chamada Frau Troffea simplesmente começou a dançar frenéticamente pelas ruas da cidade e só foi parar seis dias depois, quando mais de 30 pessoas já imitavam sua atitude. Depois de um mês, mais de 400 pessoas já se comportavam da mesma forma, dançando e pulando sem parar, debaixo de um sol forte e um clima relativamente seco. Já em Setembro, centenas dessas pessoas já haviam morrido de ataques cardíacos, derrames etc.

O mais misterioso e assustador de tudo são os relatos e documentos da época, que diziam que se tratava de uma “Dança Involuntária”. Apesar de estarem dançando freneticamente, as pessoas tinham em seus rostos expressões de desespero e terror. Eles não queriam dançar, mas simplesmente não conseguiam parar. As pessoas que não sofreram esses efeitos, ficaram perplexas por resto de suas vidas, sem acreditar no que haviam presenciado.

Alguns especialistas, como Eugene Backman, acreditam que os alsacianos ingeriram algum tipo de fungo alucinógeno. Mas a verdade é que não existe nenhuma fungo capaz de manter movimentos perfeitamente coordenados por meses, como foi comprovado pelos registros históricos da própria cidade. E ainda há outros, como o sociólogo Robert Bartholomew, que alegam que todos participavam de algum tipo de ritual. Porém, novamente registros históricos sólidos de Alsácia, além de diversos relatos da época, reafirmam a expressão de desespero e pânico no rosto das pessoas. Elas realmente não queriam estar dançando.

Enfim, a conclusão de John Waller afirma que as pessoas daquela cidade sofreram uma “Enfermidade psicogênica de massa”, uma espécie de distúrbio mental, ao mesmo tempo em todas as pessoas. A causa desse problema seria uma crença de que se alguém provocasse a ira de São Guido, ele lançaria sobre os pecadores a praga da dança compulsiva. O mais estranho de tudo é que registros históricos  comprovam que o contexto histórico que antecedeu o Carnaval sinistro em Alsácia era repleto de doenças como sífilis, varíola e hanseníase, fome pela perda de colheitas e mendicância generalizada.  Ou seja, o ambiente era favorável para essa crença. E você, o que acha que aconteceu?




O Historiador é um blog de curiosidades e informações sobre história e fatos históricos.

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